Ele: Por que as mulheres sempre acham que um peito tem ciúme do outro?
Ela: Porque tem dois, ué?!!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Dois samurais e uma ponte
Madrugada, primeira das dez horas de viagem no ônibus:
- Sempre fantasiei viajar ao lado de uma moça assim bonita!
Ela o olhou nos olhos com segurança e doçura:
- E o que você vai fazer agora?
Ele fechou os olhos e dormiu, na esperança de sonhar com ela.
- Sempre fantasiei viajar ao lado de uma moça assim bonita!
Ela o olhou nos olhos com segurança e doçura:
- E o que você vai fazer agora?
Ele fechou os olhos e dormiu, na esperança de sonhar com ela.
sábado, 30 de outubro de 2010
Assim falava o Grande Plebeu
Quase todos já fomos alvejados, à queima-roupa, com a indigesta, ainda que singela, citação do Pequeno Príncipe:
"És responsável por aquilo que cativas" - também me causa espécie. Felizmente, escuta-se mais na juventude, é como aquela outra bobagem do "não me arrependo de nada do que fiz em minha vida".
Em contrário, certa vez ouvi uma que considero a melhor resposta ao menino maluquinho da realeza:
"Ninguém é responsável pelas expectativas alheias".
Peço ao leitor que interrompa por alguns segundos a leitura do texto e pense na frase.
Consigo pensar em dois tipos de interpretações imediatas - cada uma delas diz respeito à disposição do leitor:
1) A frase diz que "eu não tenho o direito de cobrar ou culpar outra pessoa quando minhas expectativas não se concretizam". Nesse sentido, liberta por mostrar o quanto somos responsáveis por nossas próprias vidas.
2) A frase diz que "os outros não têm o direito de me cobrar a partir das suas expectativas". Reformulando: "eu não devo me culpar ou cobrar quando não atendo às expectativas alheias". Assim compreendida, a frase é ainda mais libertadora. Liberta da culpa que às vezes sentimos quando cobrados. E a conclusão é a mesma: somos responsáveis pelas vidas que temos.
Obviamente não é possível decidir sobre tudo. É evidente que a pessoa pode encontrar, no mundo, condições melhores ou piores. Já a postura, ou seja, como compreender a situação e quais decisões tomar a partir disso, isso é (ou acreditamos ser) responsabilidade de cada um. Cada um é responsável inclusive equivocar-se a respeito da própria responsabilidade ou carregar sentimento de culpa depois que a admissão de um erro já cumpriu seu papel educativo.
À frase do Pequeno Príncipe contraponho a do Grande Plebeu:
"Tu és responsável pela culpa que sentes!"
"És responsável por aquilo que cativas" - também me causa espécie. Felizmente, escuta-se mais na juventude, é como aquela outra bobagem do "não me arrependo de nada do que fiz em minha vida".
Em contrário, certa vez ouvi uma que considero a melhor resposta ao menino maluquinho da realeza:
"Ninguém é responsável pelas expectativas alheias".
Peço ao leitor que interrompa por alguns segundos a leitura do texto e pense na frase.
Consigo pensar em dois tipos de interpretações imediatas - cada uma delas diz respeito à disposição do leitor:
1) A frase diz que "eu não tenho o direito de cobrar ou culpar outra pessoa quando minhas expectativas não se concretizam". Nesse sentido, liberta por mostrar o quanto somos responsáveis por nossas próprias vidas.
2) A frase diz que "os outros não têm o direito de me cobrar a partir das suas expectativas". Reformulando: "eu não devo me culpar ou cobrar quando não atendo às expectativas alheias". Assim compreendida, a frase é ainda mais libertadora. Liberta da culpa que às vezes sentimos quando cobrados. E a conclusão é a mesma: somos responsáveis pelas vidas que temos.
Obviamente não é possível decidir sobre tudo. É evidente que a pessoa pode encontrar, no mundo, condições melhores ou piores. Já a postura, ou seja, como compreender a situação e quais decisões tomar a partir disso, isso é (ou acreditamos ser) responsabilidade de cada um. Cada um é responsável inclusive equivocar-se a respeito da própria responsabilidade ou carregar sentimento de culpa depois que a admissão de um erro já cumpriu seu papel educativo.
À frase do Pequeno Príncipe contraponho a do Grande Plebeu:
"Tu és responsável pela culpa que sentes!"
sábado, 23 de outubro de 2010
Heidegger e O Barão
Quando li sobre Martin Heidegger pela primeira vez, fiquei surpreso. Surpreendeu-me a semelhança entre o conceito de "existência inautêntica" e algumas reflexões que eu trazia desde a adolescência e acreditava minhas. O pessimismo dos especialistas em Heidegger com quem conversei me manteve distante do autor.
Hoje reencontrei "O Barão", conto de Branquinho da Fonseca que lembrava ter apreciado muito naqueles difíceis anos entre a infância e a universidade. Na época eu tinha, sem saber o motivo, o hábito de marcar passagens existenciais nos livros. Topei com uma delas:
"...Porque se luta, então, para conquistar um caminho que se sabe que não é o nosso? Somos nós próprios que traímos a nossa vida. A vida não é isto, não é ganhar dinheiro. Isto é a fase primária. As necessidades físicas pressupõem-se. Gastamos as forças ao tentar alcançar o que nos devia ser dado sem pensarmos nisso e que o não é porque os homens se atraiçoaram uns aos outros como inimigos. A vida é outra coisa..."
Acho que, na época, defini os critérios segundo os quais eu julgaria, no futuro, minha vida. Retornarei a outras leituras marcantes para receber mais mensagens de minha contraparte adolescente. Gostaria que tal contraparte soubesse que a fonte foi (temporariamente) esquecida, mas a mensagem não...
Hoje reencontrei "O Barão", conto de Branquinho da Fonseca que lembrava ter apreciado muito naqueles difíceis anos entre a infância e a universidade. Na época eu tinha, sem saber o motivo, o hábito de marcar passagens existenciais nos livros. Topei com uma delas:
"...Porque se luta, então, para conquistar um caminho que se sabe que não é o nosso? Somos nós próprios que traímos a nossa vida. A vida não é isto, não é ganhar dinheiro. Isto é a fase primária. As necessidades físicas pressupõem-se. Gastamos as forças ao tentar alcançar o que nos devia ser dado sem pensarmos nisso e que o não é porque os homens se atraiçoaram uns aos outros como inimigos. A vida é outra coisa..."
Acho que, na época, defini os critérios segundo os quais eu julgaria, no futuro, minha vida. Retornarei a outras leituras marcantes para receber mais mensagens de minha contraparte adolescente. Gostaria que tal contraparte soubesse que a fonte foi (temporariamente) esquecida, mas a mensagem não...
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Complexo de minhoca
O século XIX matou deus de diversas maneiras. A mais requintada foi a nietzscheana, que nos levou a descobrir que o cristão desiste da vida por ressentimento. Ele nega o que há de positivo em nome de um não-mundo, não-valores, da esperança de vencer em algum momento. Ciente disso, o homem contemporâneo perdeu uma de suas principais rotas de fuga. Diante da angústia da vida e sem o transcendente como muleta restou-lhe a negação da própria dignidade - até o ponto de propagandear a autodepreciação com a imagem charmosa do intelectual triste e autodestrutivo que simplesmente perdeu a paciência com o mundo.
Tenho em minhas mãos um clássico, que acabo de abrir pela primeira vez e no qual avancei menos de dez páginas. Se me é permitido classificá-lo, trata-se de literatura juvenil, daquelas para se ler depois de Julio Verne e Alexandre Dumas e bem antes de Huxley e Orwell. Notas do subsolo na tradução que tenho em mãos, foi-me indicado com o nome de Memórias do subterrâneo por um conhecido mal-humorado e decadente que tipifica perfeitamente o tal homem contemporâneo.
Diante das dificuldades, ele não diz: "os últimos serão os primeiros no reino do céu". Não pode mais dizer que bonzinho é quem apanha, que o vencedor é mau. Com uma espécie de birra adolescente, desfaz do que é belo, do que funciona, desfaz afinal da felicidade. Se o mundo não tem significado, vencer também não, tampouco o prazer ou a beleza. Quanto mais o cara sofre, mais se sente seguro em seu desprezo pela realidade. Em minha modesta opinião, ele é a prova de que a negação cristã prescinde da idéia de deus, é perfeitamente capaz de habitar o pessimista contemporâneo. Tal sujeito tem como único (e insuficiente) consolo considerar-se mais "sabido" que as pessoas que amam a vida ou parte dela.
Foi isso o que encontrei nas primeiras páginas do libelo de Dostoievski. Não sei se irei até o final. Das coisas que deixam saudades em nossas adolescências, as últimas que eu escolheria seriam a pretensão, a birra, o pessimismo e a bobeira. Ficaria de bom grado com aquela vitalidade.
Escrevi um manifesto otimista amontoando críticas. Acho que sou meio imaturo...
Tenho em minhas mãos um clássico, que acabo de abrir pela primeira vez e no qual avancei menos de dez páginas. Se me é permitido classificá-lo, trata-se de literatura juvenil, daquelas para se ler depois de Julio Verne e Alexandre Dumas e bem antes de Huxley e Orwell. Notas do subsolo na tradução que tenho em mãos, foi-me indicado com o nome de Memórias do subterrâneo por um conhecido mal-humorado e decadente que tipifica perfeitamente o tal homem contemporâneo.
Diante das dificuldades, ele não diz: "os últimos serão os primeiros no reino do céu". Não pode mais dizer que bonzinho é quem apanha, que o vencedor é mau. Com uma espécie de birra adolescente, desfaz do que é belo, do que funciona, desfaz afinal da felicidade. Se o mundo não tem significado, vencer também não, tampouco o prazer ou a beleza. Quanto mais o cara sofre, mais se sente seguro em seu desprezo pela realidade. Em minha modesta opinião, ele é a prova de que a negação cristã prescinde da idéia de deus, é perfeitamente capaz de habitar o pessimista contemporâneo. Tal sujeito tem como único (e insuficiente) consolo considerar-se mais "sabido" que as pessoas que amam a vida ou parte dela.
Foi isso o que encontrei nas primeiras páginas do libelo de Dostoievski. Não sei se irei até o final. Das coisas que deixam saudades em nossas adolescências, as últimas que eu escolheria seriam a pretensão, a birra, o pessimismo e a bobeira. Ficaria de bom grado com aquela vitalidade.
Escrevi um manifesto otimista amontoando críticas. Acho que sou meio imaturo...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Seis clássicos que formaram uma geração
70's
Nos fins-de-ano, as crianças esperavam pelo "reclame" para assistir ao natal da turma da Mônica:
Durante todo o ano, um desenho politicamente incorreto com trilha sonora e sonoplastia incríveis:
A melhor abertura de desenho, a melhor música e o melhor anti-herói:
Não víamos os bastidores:
80's
Uma novela menos lembrada do que deveria (de quando grandes atores se divertiam fazendo novela):
Música boa e roteiro criativo em game que hoje rodaria em um chip com a memória do meu microondas:
Nos fins-de-ano, as crianças esperavam pelo "reclame" para assistir ao natal da turma da Mônica:
Durante todo o ano, um desenho politicamente incorreto com trilha sonora e sonoplastia incríveis:
A melhor abertura de desenho, a melhor música e o melhor anti-herói:
Não víamos os bastidores:
80's
Uma novela menos lembrada do que deveria (de quando grandes atores se divertiam fazendo novela):
Música boa e roteiro criativo em game que hoje rodaria em um chip com a memória do meu microondas:
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Desabafo anarco-moralista
Não tenho planos de emitir opinião sobre a escolha dos governantes, não creio que haja realmente uma escolha. Tampouco votaria em algum. Não acredito sequer em um menos pior. Rejeito o modelo de representação contido na falaciosa democracia moderna. Penso, no entanto, que cara-de-pau tem limite.
Enquanto a maioria já se esqueceu ou nem percebeu, aqueles que têm alguma ligação, por pequena que seja, com a Academia sabem o que significa mentir na Plataforma Lattes. É possível inserir qualquer informação, falsa ou verdadeira, e a garantia de veracidade dessa informação é o compromisso que se assume com o site de não oferecer informações falsas.
Para quem não se lembra, o LINK para a matéria.
Trata-se de uma mentira pública, que não permite dúvidas sobre a intenção de quem a proferiu. Além disso, põe em risco a credibilidade de um recurso precioso para os verdadeiros pesquisadores. A Plataforma Lattes cumpre um importante papel na vida acadêmica brasileira.
A prova de que o trambique não ajudou e não ajudaria em nada a candidata é a irrelevância da denúncia. Ninguém foi punido - e há lei para isso - e as intenções de voto não parecem ter sido alteradas depois disso.
Já nos obrigam a exercer os direitos civis (pagar imposto, obter documentos, serviço militar, votar, os micos mais variados). E a mulher vai se eleger. Poderíamos passar sem mais esse desaforo.
Enquanto a maioria já se esqueceu ou nem percebeu, aqueles que têm alguma ligação, por pequena que seja, com a Academia sabem o que significa mentir na Plataforma Lattes. É possível inserir qualquer informação, falsa ou verdadeira, e a garantia de veracidade dessa informação é o compromisso que se assume com o site de não oferecer informações falsas.
Para quem não se lembra, o LINK para a matéria.
Trata-se de uma mentira pública, que não permite dúvidas sobre a intenção de quem a proferiu. Além disso, põe em risco a credibilidade de um recurso precioso para os verdadeiros pesquisadores. A Plataforma Lattes cumpre um importante papel na vida acadêmica brasileira.
A prova de que o trambique não ajudou e não ajudaria em nada a candidata é a irrelevância da denúncia. Ninguém foi punido - e há lei para isso - e as intenções de voto não parecem ter sido alteradas depois disso.
Já nos obrigam a exercer os direitos civis (pagar imposto, obter documentos, serviço militar, votar, os micos mais variados). E a mulher vai se eleger. Poderíamos passar sem mais esse desaforo.
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